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LADA (diabetes autoimune latente do adulto)

Diabetes2020

Fonte: Consenso internacional (Immunology of Diabetes Society)

Definição e conceito

O LADA (diabetes autoimune latente do adulto) é uma forma de diabetes autoimune de início na idade adulta, caracterizada por um processo autoimune menos intenso e por progressão lenta para a insulinodependência — por isso é chamada de "diabetes tipo 1.5".

Critérios diagnósticos (Immunology of Diabetes Society)

São três os critérios clássicos:

  1. Idade de início ≥ 30 anos (idade adulta).
  2. Positividade para autoanticorpos das ilhotas — o anti-GAD (GADA) é o mais sensível e o mais usado na prática; a positividade define o LADA independentemente de título, número ou especificidade.
  3. Ausência de necessidade de insulina nos primeiros 6 meses após o diagnóstico.

Fenótipo intermediário (entre DM1 e DM2)

O LADA ocupa uma posição intermediária no espectro do diabetes:

O título de GADA importa

O título do anti-GAD ajuda a estratificar o risco e o comportamento clínico:

Quando rastrear (dosar GADA) em adulto rotulado como DM2

Idealmente, o rastreamento de autoanticorpos deveria ser feito em todo DM2 recém-diagnosticado; na prática, priorizam-se os sinais de alerta:

Manejo

O objetivo é preservar a função da célula beta e controlar a glicemia, individualizando:

Pontos-Chave

Pontos-chave

  • LADA é diabetes autoimune de início na idade adulta com progressão LENTA à insulinodependência ("diabetes tipo 1.5"), frequentemente mal diagnosticado como DM2.
  • Critérios da Immunology of Diabetes Society: idade ≥ 30 anos, autoanticorpos das ilhotas positivos e ausência de necessidade de insulina nos primeiros 6 meses.
  • O anti-GAD (GADA) é o autoanticorpo mais sensível e o mais usado para o diagnóstico.
  • Fenótipo intermediário entre DM1 e DM2: menor IMC, menor síndrome metabólica e menor C-peptídeo que o DM2; destruição autoimune mais lenta que no DM1 clássico.
  • Título ALTO de GADA aproxima do DM1, com falência beta e progressão à insulina mais rápidas; título baixo aproxima do DM2.
  • Rastrear GADA em adulto rotulado como DM2 quando: início jovem, IMC baixo/normal, mau controle apesar de orais, autoimunidade pessoal/familiar ou necessidade precoce de insulina.
  • EVITAR sulfonilureias: podem acelerar a exaustão da célula beta e exacerbar a autoimunidade.
  • Considerar insulina precoce sobretudo com GADA de título alto e C-peptídeo baixo; individualizar sempre.
  • Rastrear outras doenças autoimunes (tireoide, celíaca) e as complicações do diabetes; em quem tem reserva beta, metformina, DPP-4, AR GLP-1 e iSGLT2 conforme o perfil.

Resumo de estudo. Confira sempre o documento original antes de aplicar qualquer conduta.

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