EndodirectEducação médica em endocrinologia

Diabetes tipo 2 — manejo glicêmico e cardiorrenal

Diabetes2026

Fonte: ADA Standards of Care / SBD

Contexto e Princípios

O manejo do DM2 é centrado na pessoa e guiado por peso, comorbidades e risco cardiorrenal, e não apenas pela A1C. A fisiopatologia combina resistência à insulina e disfunção da célula beta. A metformina segue como base (eficaz, barata, neutra no peso, baixo risco de hipoglicemia), mas a escolha do 2º agente é definida pela comorbidade dominante (DCVA, IC, DRD, obesidade). Diretriz de referência: ADA Standards of Care / SBD (2026).

Escolha do Fármaco por Comorbidade

Mecanismos e Efeitos Adversos

Combater a Inércia Terapêutica

Reavaliar e intensificar a cada 3–6 meses, ajustando a terapia para atingir as metas individualizadas. Considerar terapia combinada precoce em pacientes distantes da meta.

Tratar Todos os Fatores de Risco

Nomenclatura e Rastreio

Usar doença renal do diabetes (DRD), não "nefropatia diabética"; rastrear anualmente por RAC (razão albumina/creatinina) + TFGe.

Novidades ADA 2026

Novos agentes e indicações (2025–2026)

GLP-1 RA e doença arterial periférica (2026)

Pontos-Chave

Pontos-chave

  • O manejo é centrado na pessoa: escolha do fármaco pela comorbidade (DCVA, IC, DRD, obesidade), não só pela A1C
  • Metformina é a base; iSGLT2 e AR GLP-1 com benefício CV/renal entram cedo, independentemente da A1C
  • DCVA ou alto risco cardiovascular: AR GLP-1 e/ou iSGLT2 com benefício comprovado
  • Insuficiência cardíaca (qualquer fração de ejeção): iSGLT2
  • Doença renal do diabetes: iSGLT2 (TFGe ≥20) + IECA/BRA; finerenona se albuminúria persistente; semaglutida reduz eventos (FLOW)
  • Foco em peso: tirzepatida > semaglutida > outros AR GLP-1 na perda ponderal
  • Combater a inércia: reavaliar e intensificar a cada 3–6 meses
  • Tratar todos os fatores de risco: pressão arterial, LDL (estatina por risco), antiagregação na prevenção secundária
  • ADA 2026: rastrear sobrepeso/obesidade anualmente com IMC + medida adicional de adiposidade; individualizar a dose dos antiobesidade (perda de 5–7% já beneficia)
  • ADA 2026: hiperglicemia induzida por drogas em oncologia — metformina é a 1ª linha
  • Novos (2025–26): semaglutida oral reduz eventos CV (SOUL); tirzepatida melhora a ICFEp (SUMMIT); orforgliprona = GLP-1 oral não peptídico; insulina basal semanal (icodec)
  • Semaglutida aprovada para MASH F2–F3 (ESSENCE); teplizumabe retarda o DM1 estágio 2→3 (não é para DM2)
  • Nos pacientes com doença arterial periférica (DAP) e DM2, os AR GLP-1 (STRIDE; coorte TriNetX/JAHA 2026) associam-se a melhora funcional e a menores taxas de mortalidade, revascularização e amputação (maior benefício na isquemia crítica de membro), reforçando seu papel vascular e preservador de membro.

Resumo de estudo. Confira sempre o documento original antes de aplicar qualquer conduta.

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