EndodirectEducação médica em endocrinologia

Diabetes Pós-Transplante (DMPT)

Diabetes2026

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretriz SBD 2026 — Avaliação e tratamento do Diabetes Pós-Transplante (DMPT). Betônico CCR, Rangel EB, Lauria MW, Zelmanovitz T, Moraes TP, Bauer AC, Moura AFS, Canani LH, Sá JR; editor chefe Bertoluci MC. Ultima revisao 19/08/2026. https://diretriz.diabetes.org.br/

As 12 recomendações graduadas da Diretriz SBD 2026 para o diabetes pós-transplante de órgão sólido, organizadas por etapa do cuidado: rastreio e diagnóstico, fase inicial, meta glicêmica, tratamento de manutenção e imunossupressão. A HbA1c não vale nos primeiros três meses após o transplante, o TTGO com 75 g é o método mais sensível de rastreio, a insulina é a primeira escolha na fase inicial e a metformina é a única classe oral com "deve ser considerado".

Rastreio e diagnóstico

Fase inicial: a insulina é a partida

Meta glicêmica

Tratamento de manutenção: as classes

Estilo de vida e dislipidemia

Imunossupressão

📊 Recomendações graduadas (SBD 2026)

RecomendaçãoClasseNível
Meta de HbA1c na faixa de 7,0% a 7,5%IB
Atividade física regular, aeróbica e resistida, com orientação nutricionalIB
Insulina como primeira escolha no período inicial pós-transplanteIB
Insulina basal no período diurno no receptor hiperglicêmico com DMPTIB
Basal-bolus como primeira escolha no DMPT precoceIC
Metformina para otimizar o controle glicêmicoIIaB
Inibidor de DPP-4 na hiperglicemia leve ou em terapia combinadaIIbB
Agonista de GLP-1, sobretudo com obesidade, doença cardiovascular ou complicações metabólicasIIbB
Inibidor de SGLT2, sobretudo com doença cardiovascular, insuficiência cardíaca ou doença renal crônicaIIbB
Pioglitazona como terapia adicional; evitar na insuficiência cardíaca ou em risco delaIIbC
Sulfonilureia como terapia adicionalIIbC
Estatina na dislipidemia, isolada ou em associaçãoIB

⚠️ Pegadinhas de prova

Pontos-chave

  • 📌 Diretriz SBD 2026 — Avaliação e tratamento do DMPT (revisão 19/08/2026)
  • Rastreio: TTGO com 75 g é o método mais sensível; glicemia de jejum e HbA1c deixam passar 69% dos casos.
  • A HbA1c não vale nos três primeiros meses após o transplante (turnover eritrocitário alterado); volta a valer a partir do 3º mês.
  • Hiperglicemia de jejum na primeira semana prediz DMPT: até 75% desenvolvem diabetes no seguimento.
  • Fase inicial: insulina é a primeira escolha (I, B); basal diurna, porque o pico do corticoide é vespertino; basal-bolus no DMPT precoce (I, C).
  • Meta de HbA1c: faixa de 7,0% a 7,5% (I, B); até 6,5% não traz benefício adicional.
  • Metformina: deve ser considerada (IIa, B); DPP-4, GLP-1, SGLT2, pioglitazona e sulfonilureia: pode ser considerado (IIb).
  • Agonista de GLP-1 mantém eficácia com queda da TFG; inibidor de SGLT2 só em paciente selecionado (sem infecção urinária, pelo menos 6 meses sem rejeição, imunossupressor estável).
  • Gliclazida é preferida à glibenclamida no transplante (metabólitos inativos, menos hipoglicemia na disfunção renal).
  • Dislipidemia: estatina (I, B). O imunossupressor é escolhido pela sobrevida do enxerto, não pela glicemia; trocar tacrolimo por ciclosporina não dá benefício glicêmico sustentado.

Resumo de estudo. Confira sempre o documento original antes de aplicar qualquer conduta.

Flashcards, mapa mental e questões deste tema

Este resumo é a parte aberta. Na plataforma ele vem com flashcards de repetição espaçada, mapa mental, questões comentadas por banca e a Questão do Dia.

Abrir a plataforma

Receba a Questão do Dia por e-mail

Uma questão de endocrinologia e os artigos mais relevantes do dia. Sem conta, sem custo — cancele com um clique.