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Diabetes mellitus pós-transplante (DMPT)

Diabetes2020

Fonte: Consenso internacional

Definição e Relevância

O diabetes mellitus pós-transplante (DMPT ou PTDM) é o diabetes diagnosticado APÓS o transplante de órgão sólido em pacientes sem diabetes previamente conhecido. É uma complicação frequente (renal, hepático, cardíaco, pulmonar) e associa-se a pior sobrevida do enxerto, maior mortalidade, eventos cardiovasculares e maior risco de infecções.

Momento e Diagnóstico

A hiperglicemia é muito comum no pós-operatório imediato (altas doses de corticoide, estresse cirúrgico, rejeição, infecção) e nem sempre persiste ou evolui para DMPT.

Fatores de Risco

Prevenção e Manejo

Pontos-Chave

Pontos-chave

  • DMPT (PTDM) = diabetes diagnosticado APÓS transplante de órgão sólido em quem não tinha diabetes conhecido; associa-se a pior sobrevida do enxerto, mais eventos cardiovasculares, infecções e mortalidade.
  • A hiperglicemia do pós-operatório imediato é comum e nem sempre vira DMPT: só diagnostique quando o paciente estiver clinicamente estável, com imunossupressão de manutenção e sem infecção aguda.
  • Preferir TOTG 75 g / glicemia de jejum como padrão diagnóstico; o TOTG é mais sensível na doença renal crônica.
  • HbA1c é pouco confiável nos primeiros ~3-12 meses (anemia, transfusões, eritropoetina, turnover eritrocitário) e pode subestimar; se ≥6,5% confirma, mas não use isolada no rastreio do 1º ano.
  • Imunossupressores diabetogênicos: inibidores de calcineurina (tacrolimo > ciclosporina), corticoides e inibidores de mTOR (sirolimo); micofenolato e azatioprina têm impacto mínimo.
  • Fatores de risco adicionais: idade, obesidade/síndrome metabólica, história familiar, hiperglicemia pré-transplante e transitória, TG/HDL ≥3,5, infecção por HCV/CMV e doença renal policística.
  • Prevenção: identificar risco pré-transplante, monitorar glicemia e, quando possível, ajustar a imunossupressão (reduzir esteroide, ajustar tacrolimo) SEM comprometer o enxerto, somando mudança de estilo de vida.
  • Farmacoterapia: insulina no início/hospitalar e na hiperglicemia significativa; metformina se a função renal permitir; iSGLT2 e AR GLP-1 com cautela; individualizar metas pelo risco de hipoglicemia e função renal.
  • A escolha do esquema imunossupressor deve priorizar a sobrevida do enxerto, não apenas evitar o DMPT.

Resumo de estudo. Confira sempre o documento original antes de aplicar qualquer conduta.

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