EndodirectEducação médica em endocrinologia

Craniofaringioma

Neuroendocrinologia2019

Fonte: Revisões e consensos internacionais

Definição e Epidemiologia

O craniofaringioma é um tumor epitelial benigno (OMS grau 1, baixo grau histológico) da região selar/suprasselar, derivado de remanescentes embrionários da bolsa de Rathke (ducto craniofaríngeo). Apesar de histologicamente benigno, causa morbidade importante pela proximidade anatômica com o eixo hipotálamo-hipófise e o quiasma óptico. Tem distribuição etária bimodal: crianças (5–14 anos) e adultos (50–70 anos). A sobrevida em 20 anos após craniofaringioma da infância é alta (87–95%), porém a qualidade de vida é frequentemente comprometida a longo prazo.

Subtipos e Genética Molecular

Existem dois subtipos com genética distinta:

Manifestações Clínicas

Decorrem de efeito de massa e disfunção hipotálamo-hipofisária:

{barra: GH ~75%, Gonadotrofinas LH/FSH ~40%, TSH ~25%, ACTH ~25%}

O diagnóstico costuma ser tardio. A combinação de cefaleia, alteração visual, retardo de crescimento e poliúria/polidipsia é altamente sugestiva.

Diagnóstico

Tratamento

Sequelas e Seguimento

Pontos-Chave

Pontos-chave

  • Craniofaringioma é tumor epitelial benigno (OMS grau 1) da região selar/suprasselar, derivado de remanescentes da bolsa de Rathke, com distribuição etária bimodal (crianças 5–14 anos e adultos 50–70 anos).
  • Subtipo adamantinomatoso: mais em crianças, mutação CTNNB1/beta-catenina, cístico com calcificações e líquido tipo 'óleo de motor'.
  • Subtipo papilífero: mais em adultos, mutação BRAF V600E, predominantemente sólido e sem calcificação.
  • Clínica por efeito de massa e disfunção hipotálamo-hipófise: cefaleia, hemianopsia bitemporal (compressão do quiasma), hipopituitarismo (GH, gonadotrofinas, ACTH, TSH), diabetes insípido e disfunção hipotalâmica.
  • Diagnóstico: RM de sela (componentes cístico e sólido) + TC para calcificação + avaliação endócrina completa + campo visual.
  • Tratamento cirúrgico (transesfenoidal ou craniotomia) deve evitar lesão hipotalâmica, principal determinante de morbidade a longo prazo.
  • Radioterapia é indicada em ressecção subtotal ou recidiva, pois o tumor tem alta taxa de recidiva/progressão.
  • Terapia-alvo: no papilífero com BRAF V600E, dabrafenibe + trametinibe (inibidores de BRAF/MEK) podem reduzir o tumor.
  • Sequelas: pan-hipopituitarismo e DI exigem reposição vitalícia (com doses de estresse de glicocorticoide) e obesidade hipotalâmica; seguimento com RM e reavaliação endócrina/visual.

Resumo de estudo. Confira sempre o documento original antes de aplicar qualquer conduta.

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