EndodirectEducação médica em endocrinologia

Adenoma hipofisário não funcionante (NFPA)

Neuroendocrinologia2018–2020

Fonte: Revisões e consensos internacionais

Definição e Classificação

Os adenomas hipofisários não funcionantes (NFPA) são neoplasias hipofisárias benignas que não cursam com síndrome clínica de hipersecreção hormonal. A maioria é de origem gonadotrófica: são tumores "silenciosos", com imuno-histoquímica positiva para FSH, LH e/ou subunidade alfa (ou marcação apenas pelo fator de transcrição SF-1), porém sem repercussão hormonal clínica.

Epidemiologia

Apresentação Clínica (Efeito de Massa)

Diagnóstico

Tratamento e Seguimento

Pontos-Chave

Pontos-chave

  • NFPA = adenoma hipofisário SEM síndrome de hipersecreção hormonal clínica; a maioria é gonadotrófica (silenciosa), com imuno-histoquímica positiva para gonadotrofinas/subunidades sem repercussão clínica.
  • Representam cerca de 1/3 dos adenomas hipofisários e, por serem silenciosos, costumam ser diagnosticados já como macroadenomas (≥1 cm) ou como incidentalomas.
  • Apresentação típica por efeito de massa: cefaleia, defeito de campo visual (hemianopsia bitemporal por compressão do quiasma) e hipopituitarismo.
  • Hiperprolactinemia é de DESCONEXÃO de haste: PRL apenas leve a moderadamente elevada (<100–150 ng/mL); PRL muito alta sugere prolactinoma.
  • Cuidado com o EFEITO GANCHO em macroadenomas volumosos (PRL falsamente baixa) — diluir o soro antes do ensaio.
  • Diagnóstico: RM de sela + avaliação laboratorial para EXCLUIR hipersecreção (PRL, IGF-1, cortisol/dexametasona) e DETECTAR hipopituitarismo, além de campo visual quando o quiasma é comprimido.
  • Silenciosos corticotróficos tendem a ser mais agressivos e recidivar mais; tumores silenciosos em geral são mais agressivos que seus equivalentes secretores.
  • Cirurgia transesfenoidal é a 1ª linha (efeito de massa/déficit visual/crescimento); radioterapia para residual/recidiva/agressivos; observação com RM seriada nos pequenos sem compressão.
  • Não há terapia medicamentosa consolidadamente eficaz; no seguimento, repor deficiências hormonais e usar doses de estresse de glicocorticoide quando indicado.

Resumo de estudo. Confira sempre o documento original antes de aplicar qualquer conduta.

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